A área de circulação dos hóspedes na mansão usada na Jundiaí Decor, como o próprio nome diz, deveria ser um lugar para passagem rápida. Mas, isto é impossível, em virtude do bom gosto da arquiteta Liège Zomignani na transformação do local. "Procurei transformar um corredor comprido e uma saleta pequena em um aconchegante e amplo local de contemplação", afirmou ela, que conseguiu atingir seu objetivo - a sensação é de se estar em um ambiente muito maior, truque alcançado pela claridade conseguida pela iluminação e pela parede branca.
A arquiteta planejou o espaço onde obras de arte se integram totalmente ao ambiente e criam um efeito surpreendente, sob o tema "O Brasil, sob uma visão européia". O destaque no trabalho de Liège, porém, fica na saleta ao final do corredor, onde há um enorme painel de 3m x 2,83m, que reproduz uma tapeçaria francesa do século XVII e ocupa toda a parede de fundo. A imagem, um índio caçando nas matas brasileiras, foi inspirada nas pinturas do holandês Albert Eckhout, que integrou a expedição holandesa ao Brasil Colônia. A tapeçaria original integra o Acervo Maria Luísa e Oscar Americano. Em frente ao painel, a arquiteta posicionou duas poltronas, cujos encostos seguem os desenhos da tapeçaria.
"Foi pura inspiração, nunca havia visto um trabalho assim. Mas, eu precisava encontrar uma fórmula para não ofuscar a imagem do painel", explicou a arquiteta.
A Jundiaí Décor acontece até o dia 23 de outubro e a entrada custa R$ 10,00. Jundiaí fica a cerca de 60km de São Paulo.
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